
A Escola Básica 2/3 de Minde é a sede do Agrupamento de Escolas de Minde, situado no centro do país, mais propriamente, no extremo norte do Ribatejo, abrangendo a parte norte do Concelho de Alcanena (Vale Alto, Covão do Coelho, Minde, Casais Robustos e Serra de Santo António).
O nosso espaço geográfico encontra-se inserido no Maciço Calcário Estremenho, abrangendo a grande depressão do Poldje de Minde, parte da Serra de Aire e do Planalto de Santo António. Integrado no PNSAC, bem diferenciado das regiões confinantes pela altitude, embora pouco pronunciada, nele se observam as características formações geológicas e cársicas, a carência de água à superfície, o típico revestimento vegetal e a respectiva fauna, hoje em dia bem mais escassa
A ocupação humana, apesar da pobreza da terra e da escassez da água, é uma realidade que remonta a vários séculos de história, sendo, no caso da Vila de Minde, coincidente com a formação de Portugal no séc. XII. Além desta povoação, a maior, importa referir ainda a remota ocupação observada na Serra de Santo António. Relativamente aos outros lugares, Vale Alto e Covão do Coelho (ambos pertencentes à Freguesia de Minde) e Casais Robustos (pertencente à Freguesia de Moitas Venda), a sua ocupação é bem mais recente.
Estando o Agrupamento de Escolas de Minde inserido num meio industrializado, marcado por diferenças sociais, não só a nível económico, mas também cultural, é natural que essas diferenças nele se façam sentir com uma certa regularidade.
Todavia, deve referir-se que, presentemente, tem ocorrido o encerramento de várias indústrias do sector têxtil em Minde. Em consequência a crise económica e o desemprego têm afectado a região, reflectindo-se este factor ao nível escolar.
Sendo necessário procurar emprego noutros locais, famílias inteiras vêem-se na contingência de imigrar, o que conduz á diminuição do número de crianças a frequentar os estabelecimentos de ensino do Agrupamento.
Também contribui para acentuar estas diferenças o facto de alguns dos alunos serem oriundos de meio rural em que a maioria das pessoas se ocupa no sector primário (agricultura e pecuária). Consequentemente, estes alunos são portadores de vivências bastante diferentes dos restantes.
Salientam-se, então, alguns indicadores de grande relevância, que, na escola, poderão ser a expressão das desigualdades referidas - a falta de interesse por parte de alguns Encarregados de Educação que se alheiam do processo educativo dos seus Educandos, por vários motivos, nomeadamente a falta de tempo e o sentimento de que é à ESCOLA que cabe educar os seus filhos, já que a cultura que estes recebem nada tem a ver com a sua.
Em contrapartida, existem outros Encarregados de Educação que, mostrando elevadas expectativas nos seus Educandos, se interessam bastante pelo sucesso escolar destes, esperando da classe docente, empenho e competência.
Outros indicadores prendem-se com o grau de sucesso/insucesso dos alunos – aspectos disciplinares e relacionamento com professores, auxiliares de educação e colegas.
Contudo, a maioria dos alunos revela sucesso escolar, gosta da ESCOLA e interessa-se pelas actividades que nela decorrem, tanto nas aulas como nas actividades extracurriculares.
Nasce a EB 2/3 de Minde…
O ano lectivo 1993/94 foi o ano do nascimento da EB 2/3 de Minde.
A ideia da criação de um estabelecimento de ensino surgiu com o crescente aumento de ano para ano do número de alunos que pretendiam prosseguir estudos para alem do 4ºano.
A incapacidade de se ultrapassarem dificuldades surgidas, conduziu a que nos anos 90, centenas de adolescentes tivessem de sair da sua terra para frequentarem escolas localizadas nas proximidades, nomeadamente Fátima, Alcanena e Mira de Aire.
Só a partir do ano lectivo 1993/94, a EB 2/3 de Minde começou a servir não só a população escolar de Minde como também as localidades limítrofes: Vale Alto, Covão do Coelho, Casais Robustos, Vale da Serra e Serra de Santo António.
Desde que iniciou a sua actividade, a escola tem registado uma progressiva descida do número de alunos. Este facto está associado não só ao decréscimo da natalidade como também à crise económico-social que, no meio em que a escola está inserida, se tem reflectido no encerramento de muitas fábricas levando, consequentemente, ao desemprego.

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